5.5.09

"...o melhor amor é aquele que acorda a alma
e nos faz querer mais,
que põe fogo nos nossos corações
e traz paz às nossas vidas,
foi isso que tu fizeste comigo
e era isso que eu queria ter feito contigo para sempre..."


Nicholas Sparks





La Promessa

14.4.09

25.3.09




Obrigada T.
Por isto.
Por estares.

19.3.09

São tantos, tantos, os que veem aqui parar, através desta pesquisa!
Também podia ser o nome deste blog...

17.3.09

preciso (também), de um blog branco (ligeiro), para me dar algum equilíbrio.

tenho que tratar do assunto

16.3.09

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...


William Shakespeare

9.3.09

neste blog, o link para aqui, está numa lista que se chama "No estendal dos afectos".
é assim que me vão arrancando sorrisos.

8.2.09




(de todas as vezes que oiço isto ( e são muitas as vezes que passa na rádio), penso sempre "esta música é a tua cara")

24.1.09

O pai percebe. O pai percebe sempre. Éramos 8 pessoas à mesa. O mano não estava que almoços ao sábado para ele não existem. Ou está a trabalhar ou está a dormir. Tal qual como eu fazia quando tinha os 24 anos que ele tem agora.
O pai percebe sempre e diz para a Estela, quando a Estela me pergunta -Estás a ouvir? "ela hoje não está cá. Há ai qualquer coisa!"
O pai percebe sempre. Não tem consciência do que é. Talvez ande longe de o saber. Mas percebe sempre.
Eu digo que hoje estou dura de ouvido. Que estou a ouvir mal e que hei-de acabar como a avó Guilhermina. Completamente surda. Mas ele olha para mim como que a querer dizer que não o convenci. A Estela conta coisas sobre a tia Arminda (a mãe dela. A tal que chorou quando ainda estava dentro da barriga da avó Laurinda, também presente à mesa. A tal tia que canta o fado com a alma toda nua.). Fala da tia e eu vou fazendo que sim com a cabeça. Que sim, estou-te a ouvir. Mas não estou. Não estou cá. Não ando por cá há alguns dias. Não sei de mim Estela. Não sei de mim e foi isso que o pai viu. A falta de mim ali à mesa. Estou sem estar. A avó conta coisas de outros tempos. Conta sempre cada vez que almoçamos juntos. Falamos do facto de eu ir ficar com a casa que era da avó Guilhermina. A avó da trança de prata. Que via para além do visível. A avó que andou sempre de mão dada com Deus. O mano perguntou-me que bocado daquela terra eu queria e eu respondi-lhe que se não se importasse queria aquele. Aquele da minha infância. A casa da avó Guilhermina. Do avô Luís Do "café das velhas" e da torrada feita sobre as brasas. A casa que cheira à minha infância. Ele não se importou. Não se lembra. O avô Luís morreu vai para 22 anos e ele não se lembra. A avó foi-se embora pouco depois. Ele não se lembra e não sente. Não tem estas memórias. O mano com dez anos a menos teve uma infância completamente diferente da minha. Já havia electricidade quando ele nasceu. Já havia alcatrão. Os avós já não estavam. Nem eles nem as histórias. As tantas, tantas histórias. De mortos e de vivos. Do céu e da terra. De Deus e do inferno. O mano é agnóstico. Eu tenho uma fé enorme. O mano só acredita nele. Eu ás vezes queria acreditar em mim.
"há ai qualquer coisa", e eu gostava tanto de poder contar, de saber dizer o que há. Mas este é um haver que não há. É uma falta. O que há é esta falta. Esta ausência.
A prima diz-me que o Cristo no crucifixo de prata que trago ao pescoço desde que me o ofereceram pelo natal, porque o pedi, há 3 anos, deveria estar voltado para o meu peito e não para os outros. Digo-lhe na brincadeira que sou boazinha e que assim o Cristo olha por todos. Sempre servi melhor os outros do que a mim. Sempre fui melhor para os outros do que para mim.
Depois do almoço sentamo-nos no poial da frente da casa minha infância. Falamos do tempo que está frio e eu estou como o tempo. Cinzenta. Sempre a chover por dentro. Sempre a parecer chover por fora a qualquer momento. Só eu é que percebo. E o pai. E a casa da minha infância onde a avó Guilhermina certamente está sentada no pequeno banco de corda e faz que sim com a cabeça, que estou como o tempo. Sempre a chover.

16.1.09

O facto, do anjo ruivo fazer anos hoje, poderia servir de motivo (eu nunca precisei de motivos, nisto dos blogs...) para regressar 5 meses depois. Mas a verdade, é que volto, porque tenho muitas palavras a arderem em mim. Porque sou uma mulher só rodeada de muita gente. Essa é a minha natureza. Sou uma mulher só!
E depois... Bem, depois nós podemos ficar a remoer as coisas, a matarmo-nos por dentro, ou gritá-las. Eu nunca soube gritar. Literalmente. A minha voz não consegue gritar.
Matar-me por dentro, tenho andado a fazê-lo nos últimos tempos. Então resta-me gritar da maneira que sei. A escrever. Estou cansada de morrer aos bocadinhos. Custa muito. E "custa" é uma palavra suave...Morrer por morrer, que seja a escrever. Sempre me alivia a alma. Já sabem o que esperar deste blog. Tudo...ou Nada.